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sábado, 22 de janeiro de 2011

PIRSA - Perimeter Institute Recorded Seminar Archive

Fiquei muito contente quando descobri esse site do Perimeter Institute (PI) e acho que essa é uma das dicas mais legais que postei aqui. Existe um site no molde do famoso (pelo menos para cientistas...) arXiv, só que voltado para a catalogação de seminários realizados no PI.


sábado, 13 de novembro de 2010

What happens in a black hole...

Farei uma camiseta com essa estampa:


Espero que o paradoxo da informação tenha uma resolução que não deixe minha camisa fora de moda...

Update: que feio, esqueci da referência: esqueci mesmo, não lembro de onde peguei isso...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Acta Physica, Phygg & Inspire

Bom, parece que os físicos estamos nos tornando mais sociáveis. Ou pelo menos tentando...

Acta Physica (AP) é uma rede social que visa integrar os físicos de todo o mundo de um modo parecido com o Myspace, Orkut e Facebook. Disse "modo parecido" pois a implementação não é, na minha opinião, tão boa quanto a dessas redes sociais mais populares. O serviço conta com grupos (equivalente às comunidades do Orkut), um fórum de discussões, um blog pessoal + perfil (seria equivalente à página "perfil" do Orkut) onde você pode inclusive importar seus tweets, serviço de bookmarks, chat, adição de amigos etc etc. Acho a idéia extremamente boa, mas tem algumas coisas que me desagradam, como o excesso de propagandas e a possibilidade de qualquer pessoa, físico ou não, entrar na comunidade, o que faz com que haja por lá alguns trolls e "físicos de araque" com suas teorias mirabolantes, o que baixa o nível da rede social. Me parece também que o AP não se tornou muito popular na comunidade física, pois o mesmo conta apenas com cerca de 600 membros. Acho que se um serviço como esse fosse criado, mantido e organizado por um esforço comum dos grandes "journals" da Física ele daria bons frutos. Um sistema top-down de distribuição de convites solucionaria a questão da seleção de membros. Poderia haver uma distribuição inicial de convites para os "grandes" da Física, que por sua vez iriam distribuindo para seus colaboradores e assim sucessivamente. Com o tempo, fatalmente chegaria um convite para seu orientador e depois para você. Mais informações: http://www.actaphysica.com/

Outro serviço interessante, e pra mim muito mais promissor que o Acta Physica, é o Phygg, essencialmente um Digg para preprints de Física! O funcionamento é essencialmente o mesmo que o da já consagrada rede social: você vê um artigo do arXiv e pode votar positivamente ou negativamente nele. Você pode ainda criar uma discussão em torno do preprint através de comentários públicos, salvá-lo no seu bookmark e compartilhá-lo dentro do grupo no qual você participa. Essa ferramenta é fantástica para quem trabalha num grupo de pesquisa. O site ainda mantém uma página perfil para cada membro com suas estatísticas pessoais. Um ponto negativo é que o Phygg não conta com todas as categorias presentes no arXiv.  Mais informações: http://phygg.com/phygg/.

Por fim, temos uma novidade no famoso Spires: desde o início do mês já estão recomendando a migração para a nova interface do serviço, que passa a se chamar Inspire. Foram implementadas diversas melhorias no sistema de buscas, entre outras. O endereço é http://inspirebeta.net/

Até a próxima!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Cálculo Algébrico no Palm


Estou trazendo esta postagem do meu antigo blog e como pode-se perceber pelo título, ela está um pouco desatualizada, afinal, quem ainda compra Palm hoje em dia?! Enfim, queria deixar este texto guardado aqui no blog.


Eu não entendo por que tem gente que ainda compra aquelas caríssimas calculadoras HP. Por um preço mais em conta, você pode comprar um Palm e fazer tudo que a HP faz e mais.

Assim como no caso do Maxima, o meu interesse em cálculo algébrico no Palm é puramente para resolver integrais.

Ter um "mini Maple" no Palm é particularmente interessante quando se passa muito tempo fora de casa estudando. Eu já me aproveitei deste recurso muitas vezes e o acho extremamente importante.

Vou apresentar aqui as opções de Cálculo Algébrico para Palm que eu conheço. Leiam e digam quem é seu vencedor.

  • Emulador de HP49G - Eis o motivo que não entendo por que comprar uma HP de verdade. Existem emuladores perfeitos delas para Palm. A HP49G, ao contrário da sua irmã anterior, a HP48G, consegue fazer integrais indefinidas (integrais definidas são sempre feitas numericamente e não algebricamente). É a única opção "grátis" entre as que vou apresentar aqui. "Grátis" por que o emulador é de graça, mas a imagem da calculadora não, no entando esta imagem também não é vendida... então... Dentre as opções que vou apresentar, a HP49G é a pior. Não é capaz de resolver muitas integrais e a entrada e saída de dados é sofrível. Apesar de ser grande, é possível usar o programa no cartão de memória, não constituíndo assim grandes problemas.
  • SpaceTime - Apesar da interface ótima (a melhor de todas), de ter excelentes recursos de plotagem (2D e 3D), no quesito integrais indefinidas, a SpaceTime é uma porcaria. Ela só consegue resolver integrais muito simples. Integrais um pouco mais difíceis(um pouco só) ela já não consegue resolver. Enfim, vale pelos outros recursos, mas não para integrar. Veja uma integração que tentei fazer com ela:
    Importante: este programa foi descontinuado e agora é oferecido gratuitamente no site do desenvolvedor! Veja link no final desta postagem.
  • Abakus - Finalmente um programa que realiza todas as integrais! Ele possui uma interface mediana, a saída de dados podia ser melhor, é capaz de plotar gráficos (2D e 3D) sem muitos recursos e ocupa apenas uns 500KB no seu Palm (não funciona no cartão de memória). As integrais indefinidas são sempre resolvidas (ainda não tive problemas com ele), mas levam muito, muito, muito tempo para serem resolvidas. Às vezes, quase um minuto! É muito tempo. Abaixo, a mesma integral que tentei resolver no SpaceTime, note o tempo que ele levou para resolver:
  • Formulae 1 - Esta é a melhor de todas as calculadoras algébricas aqui apresentadas. As integrais são todas resolvidas e muito rapidamente. A saída de dados é maravilhosa e a entrada pode ser feita mesmo sem a caneta, apenas com os botões de navegação. Mas... como nem tudo é perfeito, a Formulae 1 tem um grande problema: é feita em java e precisa da máquina virtual java da IBM para rodar no Palm. Por que isso é ruim? Por que se você tem pouco espaço no Palm, vai ter que gastar por volta de 1MB para a máquina virtual mais 500KB para o Formulae 1. Mesmo quando espaço não é problema, todos os usuários de Palm sabem que a máquina virtual da IBM é muito instável. Não é raro estar navegando no Opera e o mesmo fechar do nada ou estar resolvendo uma integral no Formulae 1 e o programa congelar. Mas, se quiser o melhor programa, não tem outra escolha. O preço dele também é meio carinho: 30 dólares. Mas garanto que vale cada centavo. Veja a mesma integral que resolvi nos outros dois programas:


Os endereços de cada Programa:
Emuladores de HP
SpaceTime
Abakus

Formulae 1

Se quiser testar os programas antes de comprar, você pode encontrar todos no site PalmWarezBrasil.

abraçOZ

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Maxima - Computação Algébrica Gratuita

Desde que eu comecei a cursar os Cálculos (I, II, III, O Retorno, Forever, etc) da vida, fui apresentado à computação algébrica (ou simbólica, como preferir). Mas precisamente, fui apresentado ao Maple.

O Maple na minha vida acadêmica foi muito importante e mesmo assim eu sou um completo ignorante em Maple. Só o uso para resolver integrais. Isto é, só uso o comando Int.

Não que eu não saiba resolver integrais. Muito pelo contrário, eu adoro cálculo e foi uma das coisas que eu aprendi de verdade (ou pelo menos assim eu penso).

O motivo pelo qual resolvo várias integrais no Maple é não só preguiça, mas poupar tempo. Conforme a sua faculdade vai se desenrolando, você descobre que época feliz era a de calouro. Cada vez são mais e mais exercícios para fazer, vários deles, em várias listas e são enormes! Então não posso me dar ao luxo de resolver todas as integrais. Deixo esta tarefa ingrata ao PC.

E se vocês conhecem o genial Maple, sabem que ele é um programa pago, ou seja, nada de instalar ele na sua casa se não possui uma licença para tal.

Nesse último mês eu tenho testado um concorrente do Maple, o MAXIMA. Como todos os programas que eu dei dicas aqui até agora, o Maxima é gratuito e melhor ainda: Open Source.

Como usuário do Maple que só usa o comando Int, digo que o Maxima é muito bom mesmo. Ele resolveu tranqüilamente todas as integrais que solicitei. A diferença é que o comando agora é Integrate.
:4 )

Então, após este mês de testes, posso afirmar com segurança que estarei abandonando o uso do Maple e passarei a depender desta maravilha de 6MB.

Além de integrais, o Maxima faz derivadas, gráficos em 2D e 3D, trabalha com matrizes e etc, tudo que um bom programa de computação simbólica precisa fazer. Mas de graça!!!
:4 )

E não é só porque é de graça e Open Source que ele possui uma interface miserável de linha de comando. Bem... ele possui uma interface miserável de linha de comando, mas também já vem com uma GUI (Graphic User Interface) chamada wxMaxima que não deixa na mão usuários inexperientes ou oriúndos de outros programas.

Então, se você se interessou e quer experimentar o Maxima para eliminar as suas despesas com este tipo de programa, entre no site e baixe a versão mais atual, disponível para Windows, Linux e outros:

Se você quiser ler um review de verdade sobre o Maxima e tirar mais dúvidas antes de dar uma chance ao programa, entre aqui:

Tutorial em português de utilização do Maxima:

abraçOZ

terça-feira, 17 de agosto de 2010

JaxoDraw - Faça Diagramas de Feynman Facilmente

JaxoDraw
Como já está escrito no título, se precisa de uma ferramenta para desenhar diagramas de Feynman no computador tente o JaxoDraw.

O JaxoDraw precisa da máquina virtual Java instalada no seu PC para rodar, uma vez que o programa é em JAVA (DÃ!). Você encontra todas as informações necessárias no site do programa.

Além de ser de fácil uso, o JaxoDraw é um programa bem completo e conta com as ferramentas necessárias para se desenhar a maioria dos diagramas. Além disso, permite exportar os diagramas nos principais formatos para o seu público alvo: EPS, LATEX, PNG e JPG.

JaxoDraw está disponível para Windows, Linux e OSX e pode ser baixado no site:
http://jaxodraw.sourceforge.net/


abraçOZ

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Les Horribles Cernettes

cernettes2.jpg
Nem só de Física vive o Cern (European Organization for Nuclear Research). Além de terem criado a internet, criaram uma nova vertente musical, o High Energy rock, cujo único representante por enquanto é a banda Les Horribles Cernettes. Esse trio de mulheres canta músicas com nomes bastante sugestivos, como por exemplo Liquid Nitrogen, My Sweetheart is a Nobel Prize, Antiworld, Strong Interaction etc etc. Vejam por exemplo a letra da música Microwave Love:


I'm burning inside since you told me
that I am the one that warms up your heart
My love is so wide and when you touch me
I melt and I burn in this microwave love

You get me so hot, darling
When you shut the door and you turn it up
And I feel my heart boiling
'cause I love to melt
burning in your microwave love

Don't say a word, just hold me
grill me in your arms
Give me all your heat, my darling
Shoot me with your microwaves tonight
Come on turn me on baby
I want you to boil me and set me on fire
When you turn the dial, darling
you just keep me burning
burning in your microwave love
in your microwave love
in your microwave love

Todas as músicas estão disponíveis para download no site, mas também é possível comprar o CD por $21, preço esse independente do país onde você mora. No youtube você encontra diversos vídeos desse grupo:

http://www.youtube.com/results?search_query=Les+Horribles%C2%A0Cernettes&aq=f 

Site oficial com as músicas: http://musiclub.web.cern.ch/MusiClub/bands/cernettes/

Isso é tudo pessoal!!!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Eprintweb.org

Para quem ainda não conhece, a Cornell University Library criou uma interface web [ainda em versão beta] para o banco de eprints arXiv. Essa interface implementa melhorias interessantes ao bom e velho arXiv, tal como a possibilidade de criação de uma guia com uma seleção dos eprints que interessam ao leitor, no estilo dos starred items do google reader. Outra coisa útil é o serviço de alerta por emails. Funciona assim: você determina uma palavra-chave [autor, assunto, palavra do título etc], estipula um intervalo de tempo e determina a área onde você deseja que a busca seja realizada através dos filtros disponíveis. Caso a busca retorne algum resultado, o leitor é alertado por email. O site exige um pequeno cadastro para que o usuário possa acessar determinados serviços, porém a busca usual é aberta a todos.
Para quem interessar, o site é: http://eprintweb.org/




Até a próxima!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Ciência como crença?

Se, já a séculos,  é impossível para um físico dominar todo o desenvolvimento da Física, o que temos a dizer da interação de  uma pessoa comum, não-especialista, com a ciência em geral? A Física hoje em dia exige uma especialização cada vez maior, pois para estar pesquisando na fronteira do conhecimento, técnicas cada vez mais particulares e rebuscadas são necessárias, o que cria uma evidente "segregação" dentro da Física (e de outras ciências também!), impensável nos seus primórdios.

Há algum tempo atrás, o número de físicos que tinham contribuições em múltiplas áreas da Física (vide Gauss, Einstein etc) era bastante superior ao número de hoje, que tende a zero. Raríssimas são as exceções. Atualmente o conhecimento produzido e acumulado é 
absurdamente grande, e para se produzir algo relevante, a especialização é quase uma lei no mundo acadêmico. Se acompanhar e ler os resumos dos arXiv já é bastante complicado e toma bastante tempo, imagine dominar as tecnicidades de cada área... É impensável, definitivamente.

 Agora mudemos nosso referencial para a "pessoa comum"  citada acima. O que os cientistas "aconselhamos" às pessoas? Que elas devem possuir senso crítico, 
questionar as coisas que até elas chegam, debater, confrontar idéias, procurar  entender e aprender como as coisas ao seu redor funcionam etc etc. Já perceberam a enrascada? Há um gap crescente entre o conhecimento científico de uma pessoa comum (que em média são praticamente analfabetas científicas) e o conhecimento científico produzido e, eventualmente, transformado em alguma espécie de tecnologia (veja que deixo de lado do raciocínio o conhecimento científico que a priori não gera algo "que se possa vender", e que portanto não chega à população em geral). Tomemos como exemplo a televisão. Entre a descoberta dos raios catódicos (1829) até a invenção da TV decorreram-se cerca de 98 anos. Da descoberta dos raios catódicos até hoje, 181 anos. Pegue aleatoriamente 10 pessoas na rua e pergunte-as como funciona uma TV CRT. Quantas acertam? Pois é... O resultado com um simples rádio ou o motor de combustão interna de um carro (cujos primeiros esboços vieram de Al-Jazira, Mesopotâmia em  1206) também é lamentável. Agora imagine o desempenho dessas pessoas quando o assunto é, por exemplo, a supercondutividade ou superfluidez.

Pegue um Astrônomo e peça-o para descrever matematicamente (porque essa é a linguagem na qual se expressa a Física) um 
condensado chiral. Ok, ele sabe que toda a cromodinâmica quântica  (QCD) foi construída tendo como alicerce o método científico. Mas ele sabe construir passo a passo a QCD e demonstrar sua validade experimental? É mais provável que ele diga que essa não é a área de atuação dele, e portanto não cabe a ele possuir tal conhecimento. Mas certamente ele afirmará veementemente que a QCD é uma teoria corroborada experimentalmente e que foi construída por cientistas de peso etc etc. Como ele pode estar tão certo disso?

O que quero dizer é que é praticamente impossível por em prática o que os cientistas pregamos. Na minha opinião, a ciência contemporânea à medida que avança tende ao patamar de 
crença, em um primeiro momento para as pessoas comuns, sem treinamento científico e, em um segundo momento, para os próprios cientistas não especialistas daquela determinada área. Uma autoridade fala (o especialista, no caso), e você acredita, acata. Na verdade, a maioria das pessoas nem contato com o especialista tem. Isso é raríssimo. Possuem apenas os meios de comunicação de massa como intermediário entre a produção científica e o seu cotidiano. Nesse processo são geradas distorções grotescas do conteúdo científico original o qual se pretendia transmitir, mas isso é assunto prum outro post.

Deixo claro aqui que em hipótese alguma estou igualando a "
crença" científica à crença religiosa. As religiões se baseiam em absolutamente nada para criar e propagar suas crenças, ao contrário da ciência, que tem como base o bom e velho (e já citado) método científico. A religião narra o mundo como as pessoas gostariam que ele fosse, a ciência tenta narrar como a natureza se impõe a nós. Acho que o efeito "coarse-grained" da ciência contemporânea emerge como mais um elemento no sistema de crenças da sociedade em geral, e isso está extremamente visível atualmente com essa hype em torno do LHC. Todo mundo aprende um monte de palavrinhas novas legais, as repetem por aí, memorizam umas frases de efeito que soam bem e que impressionam desavisados etc etc... Mas e aí? Será que essas pessoas sabem realmente o que estão falando ou apenas acreditam? Talvez caiba uma generalização para a célebre terceira lei de Arthur C. Clark:
"Qualquer desenvolvimento  científico, que nem precisa ser tão avançado, é em geral indistinto de magia".

Ps.: Não linkei nada do post, porque, como diria Jaiminho, quero evitar a fadiga.



Até a próxima!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Exposição Einstein - Rio de Janeiro

Pessoal, esta é a penúltima semana da ótima exposição Einstein.

Esta é uma exposição internacional, do Museu de História Natural Americano, que no Brasil já passou por São Paulo e no Rio de Janeiro fica até o dia 06 de junho, semana que vem.

A exposição está muito bacana, cobrindo a vida de Einstein e suas contribuições para a física. Para os que estão interessados, saiba que a exposição é bem grande, sendo necessário no mínimo 1h para percorrê-la.

Estudantes da rede pública (incluíndo universidades) e professores não pagam para entrar. Os demais pagam ingressos que variam de R$14 a R$20 a inteira.

Vale apena conferir.

Mais informações: 

abraçOZ

domingo, 23 de maio de 2010

QtiPlot - Alternativa gratuita ao Origin


Após conseguir a licença do Windows Server 2008 (viaDreamspark), pensei: se estou com um Windows legalizado, por que não utilizar somente programas aos quais tenho direito de usar?!

Venho desde então procurado boas alternativas aos programaspiratas pagos que estava usando. E se existem boas alternativas gratuitas, por que não utilizá-las, não é mesmo?

Um dos últimos programas piratas pagos que ainda estava usando era o
Origin, da OriginLab. Eu bem tentei usar o GNUPlot (que é excelente por sinal), mas fazer gráficos em linha de comando é como ter um carro puxado a cavalos: é simplesmente idiota e sem sentido.

Depois de muito tempo de procura, achei o excelente QtiPlot. Ele é tudo o que o Origin é, mas também é gratuito!

Com o QtiPlot é possível plotar os mais diversos tipos de gráficos de maneira muito simples e intuitiva, além de ter um resultado final bem parecido (se não idêntico) ao do Origin. Fitar curvas também é moleza, inclusive com funções arbitrárias determinadas pelo usuário. Sua interface é bem intuitiva, um pouco mais até que o Origin (se isso é possível).

Entre os formato de imagem que ele usa para exportar os gráficos, estão os principais: eps, png, pdf, bmp e outros.

Outro ponto positivo no QtiPlot é o fato de possuir versões para Windows, MAC e Linux, permitindo utilizá-lo tanto em casa como no trabalho e no notebook independente de qual sistema operacional roda em cada uma dessas máquinas.

Mas há uma ressalva, é claro: apesar de ser um programa de código-fonte aberto, o QtiPlot só possui binários oficiais gratuitos para sistemas Linux. Felizmente, almas caridosas pegaram o código fonte e compilaram por conta própria o programa, distribuindo gratuitamente estes binários não oficiais (link para Windows no final desta postagem).


Outro ponto negativo, para os heavy users do Origin, está no fato do QtiPlot não importar 100% os arquivos de projeto gerados no Origin. Ao que parece, só versões antigas do Origin tem projetos importados bem.

Então, se você quer testar este excelente programa científico, entre em:
http://soft.proindependent.com/qtiplot.html  (site oficial)
http://www.cells.es/Members/cpascual/docs/unofficial-qtiplot-packages-for-windows (binário não oficial para Windows)


Outra alternativa interessante ao Origin é o SciDavis. Ele é extremamente parecido com o QtiPlot, mas é totalmente gratuito e aberto, possuindo binário oficiais para todas as plataformas. Eu sinceramente não lembro mais quais as diferenças entre o SciDavis e o QtiPlot. Sugiro testar os dois e ver qual o agrada mais. Afinal, é de graça! Para baixar o SciDavis, entre no link abaixo:
http://scidavis.sourceforge.net/index.html

Ah! Quanto ao meu PC, ele está 100% legalizado! Até o final do ano espero poder postar aqui os novos programas gratuitos para windows que venho usando.

abraçOZ