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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Nunca gostei de SOPA nem de soltar PIPA...





Eu particularmente sou contra todo tipo de SOPA, especialmente essa que parece fazer parte da dieta da moda desse verão, querendo ajudar a queimar as “gordurinhas” da internet. Separei alguns links bem interessantes sobre esse assunto que pode vir a afetar todos nós, usuários da boa, “velha” e livre internet.

O que é a SOPA:
http://www.gizmodo.com.br/conteudo/o-que-e-a-sopa/

Reportagem da Carta Capital:
http://www.cartacapital.com.br/tecnologia/sopa-e-o-mesmo-que-vetar-palavroes-no-dicionario-diz-especialista/

Um texto que discute essa tentativa extremista de controle sobre a propriedade intelectual:
http://www.flyingsquirrel.ca/index.php/2012/01/19/sopapipa-is-a-symptom/


Um breve histórico dos 3 congressistas norte-americanos que foram os principais responsáveis pelo avanço da SOPA e da PIPA:
http://arstechnica.com/tech-policy/news/2012/01/a-history-of-ip-violence-how-sopas-and-pipas-sponsors-have-waged-war-on-the-internet.ars?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+arstechnica%2Findex+%28Ars+Technica+-+Featured+Content%29&utm_content=Google+Reader

Texto sobre a tentativa de um grupo anti-SOPA/PIPA montarem um lobby de oposição a esses projetos de lei, pois como todos sabemos, grande parte dos projetos de lei (seja lá nos EUA, aqui ou em praticamente qualquer canto do mundo) têm por trás algum grupo de lobistas que injeta dinheiro no meio político de forma a ter seus interesses privados garantidos. É tipo uma institucionalização do suborno, só que nesse caso, é a tentativa da caça se virar contra o caçador (ou algum ditado parecido, sei lá):
http://arstechnica.com/tech-policy/news/2012/01/when-a-petition-isnt-enough-sopa-protestors-raise-money-to-hire-lobbyist-firm.ars?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+arstechnica%2Findex+%28Ars+Technica+-+Featured+Content%29&utm_content=Google+Reader

Até a próxima!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Animais de estimação


E então as pessoas retiram da natureza, do seu habitat natural o cão, o gato etc e passam a chamá-los de animais de estimação... E acham bonitinho, a coisa mais bondosa e normal do mundo...

Cara, será que as pessoas não percebem que esse é um ato extremamente egoísta? Primeiro, de onde surgiu essa idéia de que os animais precisam de pessoas para sobreviver? Pelo visto, acho o contrário o mais provavél. As pessoas, movidas por suas necessidades problemáticas, destroem o habitat natural dos animais (nem discuto aqui o motivo que nos leva a isso), os tratam como objetos (pois elas TÊM um cachorro, TÊM um gato etc etc) e os transformam em seres completamente artificiais (no sentido de terem sua natureza descaraterizada) e dependentes delas... Nossa, como o ser humano é bondoso e justo! Tenho o “afeto” do MEU cachorrinho em troca das condições de sobrevivência das quais eu mesmo o privei! Que bonito, que altruísta! Subjugar outra espécie nunca pareceu tão meigo!

Os primórdios da domesticação de animais era muito mais nobre e honroso. Domesticávamos animais para o trabalho no campo, para agilizar nossos afazeres, para nos alimentar, enfim, para garantir uma sobrevivência mais efetiva e tranquila. Esse é o sentido original da domesticação. A palavra-chave aqui é sobrevivência, objetivo de toda espécie. Pensem bem: o que é mais aceitável? Essa cultura hipócrita de criar animais de estimação, ou povos que se alimentam, por exemplo, de cachorros para sua sobrevivência? Acho a segunda opção muito mais saudável.

Acho que ter um animal de estimação é a pior forma de humilhação possível para a espécie do tal bicho. Você está assumindo que o mesmo é incapaz de se manter por si só, que sua espécie é intrinsicamente dependente dos seres humanos, o que é uma inverdade... Milhares de anos de evolução se passaram desde que seu “cachorrinho” surgiu na face da Terra, e você realmente acha que ele precisa de você para sobreviver? Nossa, como o ser humano é presunçoso... Claro, você pode não ser o tipo de pessoa que pense dessa forma. Você pode ser o tipo egoísta consciente: concordar que realmente os animais não precisam da gente, que sabem se virar e tal, e admitir que subjuga outra espécie simplesmente para satisfazer suas necessidades psicológicas. É uma opção...

Há aqueles que vão argumentar que hoje em dia os gatos, cachorros, etc já praticamente não existem mais de forma “selvagem” e tal, que já foram completamente domesticados, e por isso, TER um animal não é algo prejudicial. Esse argumento é tão furado quanto dizer, numa situação hipotética: “Ah, todos os negros foram escravizados, então não tem por que eu não ter um escravo também, já que se eu der liberdade ao meu, ele será pego por aí e pode até ser morto, ou viver em condições piores do que as que eu forneço para ele”. Esse argumento é falacioso e, acima de tudo, um erro não justifica outro! Erro + erro \= acerto! Enfim, acho essa forma de “gostar” de animais extremamente hipócrita e perniciosa. Mais uma característica presunçosa de nós, seres humanos...


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Fica Jesus, volta Noé!

ou: uma semana depois de um dos maiores espetáculos aquáticos do Rio de Janeiro
Bem caro(s) leitor(s). Como diria o narrador do 24H, the following takes place between 9 p.m and 3 a.m da segunda-feira passada. Um dia chato e monótono pra uns e um dia chato e agitado pra outros, principalmente quando a intensidade da chuva que por ventura cai dos céus é ligeiramente maior que a chuva artificial que é provida pelos aparelhos condicionadores de ar, sensação esta que pode ser apreciada durante uma tranquila caminhada pelo centro da cidade. Eis então que termina o treino nosso de cada segunda, quarta e sexta, por volta das 20:55h. Uma voz então me questiona: "E aí doutor, vamos embora nessa chuva mesmo??". E então eu respondo: "Vamos, está chovendo fraco!".
E realmente estava, até mais ou menos a central do Brasil. Chegando ali na Praça da Bandeira, já me sentia no Rio Water Planet (se estivesse alguns graus celsius abaixo seria mais legal, me sentiria no Holiday on Ice). O ônibus só suportou ir até o Cefet, onde paramos e assistimos uma cadeira e sacos de lixo disputando uma emocionante corrida na correnteza do rio Maracanã. Foi mais legal que as atuais corridas de F1. Estava chovendo tão forte, que nem os maluquinhos que brotam do bueiro pra vender guarda-chuva deram as caras. Alguns já se sentiam em casa: o motorista tirou os sapatos e o cinto, um passageiro bocejava repetidamente emitindo sons esdrúxulos e outro indivíduo já fora atender os chamados da natureza na porta de trás do ônibus. Tinha até uma mulher com crise de rins que parecia aquela retirante nordestina interpretada pela Susana Vieira naquela novela que se chamava "senhora do destino". Acreditem, ela ligou para os bombeiros para solicitar uma ambulância. Você acha que eles vieram? ( ) sim ( ) não
Depois de algum tempo de tédio dentro do ônibus, os crackudos de São Cristovão, conscientes de sua resposabilidade social, começaram a aparecer esporadicamente para nos entreter. Me senti no filme "Eu sou a lenda" ou em "Zombieland", sei lá. Alguns quase caiam no rio (HA-HA-HA), outros pareciam não terem ainda tomado consciência de que estavam se deslocando dentro d'água. Não sei se já estava delirando de fome, mas me recordo que um deles gritou "BRAAAAINS!". Falando em fome, naquele dia eu não havia almoçado, mas sim comido apenas um salgado na cantina da Uerj e feito um lanche em casa antes de sair em direção ao Centro. Já estava, portanto, há mais de 5h sem comer e beber água, o que por acaso me fez recordar os ensinamentos do filme "Vivos". Comecei então a manjar a gordinha, pois canibalismo já era um opção bastante plausível. E foi então que encontrei a iluminação e parei de achar um absurdo o fato de as vezes um arqueiro derrotar um tanque no Civilization IV. Por exemplo, um cavalo ganharia facilmente de um carro nesse alagamento! Mas cadê que passava um cavalo? Nessas horas não passa nem um cavalo! A única salvação seria um desses animais, estava certo disso.. Nunca senti tanta falta do faísca e do pé-de-pano...

Depois de 3 horas dentro do ônibus, já estava me sentindo como os mineiros chilenos. Mas felizmente as esperanças se renovaram cerca de 1h depois, quando o nível da água começou (lentamente) a baixar. Quando desci do ônibus, 2h depois, tive a maior decepção da minha vida. Não ganhei um Ipod de presente do Steve Jobs, nem um óculos de sol da Osklen. Por outro lado, 8 horas sem comer teve seu lado compensador. Nunca comi tão bem pagando tão pouco: miojo com sardinha, milho e cebola! HuMMmm! O prato mais gostoso da minha vida!
Queria saber o que aconteceu dessa vez com o cara que chamou o Sérgo Cabral de cara de tartaruga (hahaha) na enchente do ano passado. Deve ter infartado. 
                                  Acho que dessa vez ele não resistiu....

Mais um ano se passou e nada foi melhorado. Do jeito que as coisas andam (ou melhor, nadam) no Rio de Janeiro, acho que a prefeitura deveria lançar a campanha "Fica Jesus, volta Noé"... E o que resta aos cariocas?!? Ir até o Procon e abrir uma queixa contra a "fundação cacique cobra coral". A moral da história é que o Rio de Janeiro não tem condições de sediar nem minha volta pra casa...

sábado, 9 de abril de 2011

Quase dois anos sem TV

Descobri uma maneira de contornar o problema que talvez a maioria das pessoas têm com datas importantes... Agora eu comemoro os "quases". Isso me dá um nível de confiança de uns 3 sigma na data em questão. Por exemplo, nesse post comemoro "quase 2 anos sem TV". Claro, esse método ainda pode ser aperfeiçoado. O próximo nível é passar a comemorar o "por volta de". Esse improvement é importante porque ele libera você da necessidade de saber se a data já passou ou ainda está por vir. Quando comemoro "quase 2 anos sem TV", tenho que saber que a data ainda está por vir... Que dificultoso, não? Imaginem que beleza seria poder comemorar "por volta de 3 anos de namoro" etc etc... Se essa idéia pegar, acho que sou um digno concorrente ao prêmio nobel da paz.

 Mas voltando ao assunto, desde que me mudei não tive mais interesse em ter uma TV. Há muito tempo já tinha consciência que assistir TV era uma tremenda perda de tempo e que a programação da maioria esmagadora das emissoras é um insulto à inteligência dos telespectadores. Mas sabe como é... estou ali almoçando, jantando... ligo a TV só pra ficar ouvindo algo, ver as notícias, talvez um jogo etc etc... e nessa você vai virando meio que um escravo dessa caixinha maldita. Maldita não porque "é coisa do demônio", como algumas religiões (igualmente malditas..) pregam, mas sim porque você é inundado por opiniões e informações de forma totalmente passiva, totalmente distorcidas e tendenciosas, o que é um grande perigo, se você não tem a capacidade de identificá-las e filtrá-las, como é o caso da maioria da população. Quando vou na casa dos meus pais, tenho meu momento de recaída e por curiosidade sempre ligo a TV e vejo o que está passando. É aí que vejo o quanto minha vida melhorou sem esse lixo que nos empurram goela abaixo... Programas toscos, novelas ridículas, jornalismo manipulado, filmes pipoca... É isso que oferecem pra grande massa, e ela a isso se acostuma. Com a internet, hoje em dia é possível você deixar de lado essa passividade nociva e interagir de maneira ativa com a informação disponível no mundo. Buscar o que você gosta, na hora que você pode ou quer, sem virar escravo das grades de horário das emissoras. Notícias? Correm mais rápido pela web do que pela TV, sem dúvida. Chegamos a um patamar onde a tradicional TV já não é mais necessária para quem já possui um meio de acesso razoável à internet. Só falta vontade para se libertar desse vício pernicioso.

 Até a próxima!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Novo single dos Strokes e meu novo paradigma musical

Conheci os Strokes quando eles estavam lançando seu segundo álbum, o Room on Fire, que foi no ano que entrei pra faculdade. Inclusive, foi num cd de mp3 do ilustríssimo membro do E a Lagartixa - Gabriel, el postador, que pela primeira vez ouvi os Strokes. Desde então virei fã incondicional da banda, mas tenho que admitir que o primeiro álbum foi melhor que o segundo, que por sua vez foi melhor que o terceiro... E, a julgar por esse single, parece que a triste tendência se manteve!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Big Brother



Imagine-se num mundo em que você fosse obrigado a disponibilizar para alguma forma de poder, para algum sistema, todas as suas informações: onde você vai, onde você acabou de chegar, o que você está pensando, quais são seus interesses, o que você gosta de ler, de comer, de ouvir, de quem você gosta etc etc etc... Inadmissível, não? Motivo de uma insurreição popular para deter esse poder totalitário, certo?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Reclamação: Fruttare caseiro



Bem, acho que todos já devem ter tomado conhecimento desse já não tão novo produto da Kibon, o Fruttare caseiro, vendido nos sabores banana e morango. Eu praticamente cresci saboreando os produtos dessa tradicional marca de sorvetes, (muito provavelmente por não existir uma concorrência muito acirrada) e, como você, também tinha uma borracha no formato do logotipo da Kibon... E um boné também!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dica: vestibular UERJ 2011

Você, vestibulando, tem basicamente 2 opções para se dar bem no vestibular da UERJ. Marque a opção que mais combina com você:

(a) A Priscila está aos poucos postando as questões com soluções comentadas do segundo exame de qualificação do vestibular 2011 da UERJ   no blog Entendendo Física. Para acessá-lo, clique em http://entendendofisica.blogspot.com/.

(b) Tente subornar o Bruno Oz através de um comentário nesse post, pois de vez enquando ele é fiscal de prova! Faça sua oferta!


Boa sorte, seja qual for a opção escolhida por você.

Minha experiência com o plano Infinity (Web) da TIM

Quando li o post do Bruno Oz sobre esse novo benefício da TIM, fiquei muito empolgado e logo convenci minha namorada a comprar um chip para podermos aproveitar as vantagens dessa operadora. Antes de comprar um chip pra mim também (Muahaha...) refleti melhor sobre as vantagens e desvantagens de adotar a TIM como operadora.

Desvantagens:
  • A qualidade da conexão oferecida pela TIM é péssima! Raras vezes consigo me conectar, principalmente nos locais onde preciso usar a internet via celular. Usar a internet da TIM aqui perto do centro do rio onde tenho PC em casa e na faculdade é inútil!
  • Moro com minha namorada e portanto não nos falamos muito tempo via celular. Então pagar R$0,25 centavos para cada ligação que faço é extremamente desvantajoso em relação, por exemplo, à promoção da Claro, onde você fala 1 minuto e ganha 30 minutos para falar gratuitamente sem cobrança de primeiro minuto como no plano infinity da TIM.
  • Essas coisas até seriam contornáveis se o celular que eu uso, um motorola V8, fosse dual chip, mas não é o caso.
  • A TIM cobra taxa até para cadastrar o cartão de crédito para comprar créditos!
  • O valor diário de acesso a internet da TIM (R$0,50) não é tão mais em conta assim que acessar a internet através da Claro usando o opera mini. Não sou um heavy user de internet via celular. Geralmente apenas vejo meus emails e leio meus feeds no Google Reader para matar o tempo. Gasto em média uns 15 centavos por acesso usando a Claro. Não carrego imagens.
  • O Ronaldo já foi garoto propaganda da TIM
Vantagens:



    Enfim, não comprarei um chip da TIM!

    quinta-feira, 22 de julho de 2010

    A pior cerveja que já tomei

    Amstel Pulse é o nome dela! Estava na maior expectativa para prová-la, e o que recebo é um gosto de água com gás! Tudo bem que não sabia que ela era uma cerveja tipo skol beats, pra refrescar, direcionada ao público de festas e boates e tal... Mas mesmo assim fiquei decepcionado. Pelo menos a garrafa e a tampa são maneiras e entrarão pra minha coleção! Comprei ela num mercadinho (que tem uma variedade bastante grande de cervejas importadas) na cobal do Humaitá, no RJ. Custou R$3,90. Ainda bem que não foi muito cara!

    quinta-feira, 8 de julho de 2010

    E o Gabriel?

    Muitos, centenas, que é a ordem de grandeza até a qual consegui manter a tediosa contagem, de e-mails chegam ao blog com a pertinente pergunta que também é, não por acaso e muito convenientemente, o título desse post. Com a baixa (se desconsiderarmos efeitos quânticos, podemos com alguma segurança dizer nula) participação desse membro da equipe do "E a lagartixa?" nas postagens bem como nos comentários, começam os leitores, muitos dentre eles historiadores, a contestar a existência do Gabriel como personagem histórico. Seria ele uma espécie de rei Arthur ou mago Merlin? Seria ele uma espécie de Sócrates ou Jesus, o messias e/ou salvador - whatever? Seria ele alguma espécie de ... lagartixa? 
    Rumores nunca são escassos quando direcionados à vida alheia, diga-se de passagem. Pessoas parecem gostar sempre de se sentirem enganadas, vide o furor e a predileção da maioria delas por coisas e assuntos que remetem à teorias de conspiração. Quiçá isso seja algum reflexo da necessidade intrinsicamente humana (ou talvez culturalmente humana, não sei) de se sentir parte de "algo maior", de super valorizar sua existência. 
    Voltando ao assunto principal desse post, pedem-nos a comprovação da real existência do citado membro, como se em algum instante do passado, talvez eu estivesse dormindo ou escrevendo esse texto para o blog, o ônus da prova de alguma afirmação não mais coubesse a quem emite tal afirmação de forma categórica. Afirmam que o Gabriel não passa de uma invenção, uma mentira, e exigem que eu prove o contrário. Ora, isso me lembra aquela história do dragão na garagem e do bule voador...

     Como vou provar isso? Como saber que tal colaborador não faz parte de um delírio coletivo ou algo do gênero? Fotos! Fotos... Não as possuo... Somente essa, definitivamente não conclusiva, tirada usando uma thermal cam:
                  Gabriel? Talvez... mas essa foto deixa o post menos monótono. Fato.

    Registros escritos! Toda evidência escrita, também não conclusiva, que temos de sua existência resume-se ao que está escrito no seu respectivo perfil aqui do blog, o qual foi ao menos aparentemente, mas de certo humildemente extirpado de algum horóscopo de algum jornal que tenha uma sessão de horóscopos, naturalmente. Mas afinal, qual a importância de saber se alguém existe ou não de fato? Suas idéias (ou ausência de idéias) tornam-se menos ou mais importantes devido a existência histórica ou não dela? E a lagartixa? Nossa, tudo isso é muito incerto em princípio. Deixo-vos com um pequeno poema que pode, ao interagir com sua mente, transformar-se em poesia, posto que (e o que vem depois de "Pedro Lyra," é mais importante para o tema do post do que os versos que o seguem) segundo Pedro Lyra, "Se o poema é um objeto empírico e se a poesia é uma substância imaterial, é que o primeiro tem uma existência concreta e a segunda não. Ou seja: o poema, depois de criado, existe per si, em si mesmo, ao alcance de qualquer leitor, mas a poesia só existe em outro ser: primariamente, naqueles onde ela se encrava e se manifesta de modo originário, oferecendo-se à percepção objetiva de qualquer indivíduo; secundariamente, no espírito do indivíduo que a capta desses seres e tenta (ou não) objetivá-la num poema; terciariamente, no próprio poema resultante desse trabalho objetivador do indivíduo-poeta."
    A Lagartixa
    Da Costa e Silva

    A um só tempo indolente e inquieta, a lagartixa,
    Uma réstia de sol buscando a que se aqueça,

    À carícia da luz toda estremece e espicha
    O pescoço, empinando a indecisa cabeça.

    Ei-la aquecendo ao sol; mas de repente a bicha
    Desatina a correr, sem que a rumo obedeça,

    Rápida num rumor de folha que cochicha
    Ao vento, pelo chão, numa floresta espessa.

    Traça uma reta, e pára; e a cabeça abalando,
    Olha aqui, olha ali; corre de novo em frente

    E outra vez, pára, a erguer a cabeça, espreitando…
    Mal um inseto vê, detém-se de repente,

    Traiçoeira e sutil, os insetos caçando,
    A bater, satisfeita, a papada pendente…

    sábado, 26 de junho de 2010

    Sniff, sniff, sinaf

    Acho que a maioria das pessoas já notou pelas ruas da cidade outdoors portando propagandas de uma empresa de serviços funerários chamada Sinaf. Essas propagandas são tratadas por alguns como uma coisa infame e de péssimo gosto, e por outros como uma maneira divertida de abordar um tema triste. Independente de qualquer coisa, essas propagandas continuam sendo feitas, e eu particularmente as acho extremamente engraçadas, embora isso não seja suficiente pra me fazer ter vontade de usar o serviço...

    Por outro lado, temos as propagandas do Hortifrutti. No início elas eram até engraçadas, mas francamente já deram no saco, tornaram-se algo enfadonho. Toda vez que venta forte torço pra que caiam os outdoors alugados por eles. Trocadilhos infames não vão me fazer gostar de jiló nem de quiabo.






    Até mais!

    sexta-feira, 25 de junho de 2010

    LG GX200

    Tempo atrás estava cogitando a hipótese de comprar um celular com a função dual chip (aqueles que possibilitam efetuar e receber ligações usando dois chips distintos simultaneamente) para usar com as operadoras Claro e Tim. Vejo duas grandes vantagens nesse tipo de celular: você minimiza o número de celulares que você carrega (e consequentemente o lucro dos ladrões) e a possibilidade de aproveitar promoções de várias operadoras sem ter que ficar trocando o chip do celular. Desisti da idéia porque até então somente aqueles aparelhos made in china, que apesar de não serem Motorola também explodem e matam, estavam disponíveis a preços razoáveis por aqui. Eis que agora, do nada, ganho um celular desse tipo, só que da LG, modelo GX200, lançado em fevereiro desse ano. Pretendo aqui  comparar as funcionalidades dele com a do meu outro celular, um Motorola V8, lançado no final de 2007. Isso não é um review técnico e tal. É só minha opinião.
    • A câmera do GX200 é de 1.3MP, enquanto que a do V8 é de 2.0MP. Mesmo tendo flash, a qualidade da foto do GX200 é horrível quando comparada ao celular da motorola, que não possui flash. O mesmo acontece durante o dia! Ponto pro motorola V8...
    • A memória interna do motorola V8 é de 50Mb + 2Gb extendida. A do GX200 é de 80Mb e é expansível até 8Gb via cartão microSD. Ponto pro celular da LG!
    • Consigo enxergar a tela do V8 mesmo quando estou no sol. O mesmo não acontece no LG Gx200... Ponto pro V8...
    • Meu motorola V8 foi atropelado por uma moto (agora ele fala "fuck moto!" ao invés de "hello moto!"...) e ainda vive, pois a estrutura é em aço. O GX200 é todo em plástico, não deve aguentar nem um skate de dedo. Ponto pro V8.
    • A tela touchscreen do V8 funciona mesmo quebrada! O GX200 não possui touchscreen... Ponto pro V8.
    • A resolução do GX200 é bastante baixa... 176 x 220, enquanto que a do motorola é 240 x 320 pixels. Também no display externo! É bastante difícil achar jogos e programas pro GX200.
    • Como o formato do GX200 é barra, tenho que ficar usando o recurso de "bloquear teclado", o que é um saco! O motorola V8, por ser tipo flip, não necessita desse recurso. Ponto pro V8!
    • O GX200 possui um "compositor de melodias", o V8 não. Ponto pro V8!
    • No V8 posso desabilitar a função de auto completar palavras, no GX200 não. Ponto pro V8.
    • O motorola V8 possui toda uma comunidade de usuários que desenvolvem aplicativos, temas etc etc pra ele. O GX200 é muito pouco customizável. Ponto pro V8.
    • O GX200 possui, obviamente, slot pra 2 chips, enquanto que o V8 só pra um chip. Ponto pro GX200.
    • Motorola explode, LG não. Pontos do GX200 multiplicados por 2.
    • Placar final: Motorola V8 8 X 6 LG GX200
    Vimos que um celular lançado em 2007 (e hoje encontrado com preços bastante parecidos com o LG GX200) pode ser melhor, na minha humilde opinião, que o LG GX200. Enfim, a única vantagem que vejo nesse celular dual chip é ele ser... dual chip! Claro que a comparação que fiz é meio forçada, como comparar laranjas com tangerinas. O motorola V8 era, na época dele, um celular high end da motorola, enquanto que o GX200 tem outro nicho de mercado, a competição com os xing-lings  dual chip. Aqui vai um pequeno vídeo mostrando o celular da LG:
    [youtube=http://www.youtube.com/watch?v=4CCQW_YfJzY]
    Mais informações: http://www.lge.com/br/celular/aparelhos/LG-barra-GX200.jsp
    Até a próxima!

    sexta-feira, 11 de junho de 2010

    H1N1 e vacinação, vol.3



    Quando escrevi aqui contestando o famoso "vídeo-boato" da suposta ex-ministra da Finlândia, recebi um comentário de um também suposto funcionário do ministério da saúde brasileiro:

    "Prezado,

    Infelizmente em todas as campanhas de vacinação, realizadas pelo mundo, surgem teorias de que estas imunizações causam sérios danos ou até morte. Porém, estes fatos não são verdadeiros. Nosso país tem tradição em campanhas de vacinação. Já erradicou doenças e diminuiu os danos causados por muitas outras. A vacina é justamente para ajudar a diminuir os males provocados por um vírus que matou milhares de pessoas pelo mundo e, centenas no Brasil. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os principais efeitos colaterais da vacina são dores de cabeça, nos músculos e articulações e febre. São sintomas leves, que devem durar cerca de dois dias. Em casos mais raros, pode haver reação alérgica. 

    Att,
    Ministério da Saúde

    fernanda.scavacini@saude.gov.br"



    Já observei em dois outros locais (em algumas comunidades no Orkut e no Yahoo respostas) participações do ministério da saúde com exatamente o mesmo conteúdo. Ok, apesar de parecer uma coisa meio "1984", acho até respeitável e importante essa tentativa de esclarecimento prestada à população por meio de redes sociais e blogs. A questão é que o funcionário responsável por esse tipo de trabalho parece ser um robô, Ele provavelmente põe no google "h1n1+vacinação" e larga seu comentário padronizado, sem ao menos se dar ao trabalho de ler e entender o teor do que os autores dos sites visitados por ele escrevem. Olhando assim, parece que eu estava incentivando as pessoas no post original a não tomarem a vacina contra o vírus H1N1, o que nem de perto é verdade.

    Imaginava que a disponibilização do email no comentário acima fosse o estabelecimento de um canal para comunicação entre a população e o ministério da saúde, mas não é o que parece. Treze dias atrás enviei o email que aparece no printscreen abaixo (clique se quiser ampliar), e até agora nenhuma resposta, nem aquelas automaticamente geradas, me foi enviada. Se a intenção é realmente o esclarecimento da população, acho que o ministério da saúde deveria estar aberto ao diálogo, mas parece que não estão tão dispostos assim... Lamentável.





    Até a próxima!

    sexta-feira, 4 de junho de 2010

    Impressões sobre a exposição "Einstein"

    Ontem à tarde finalmente fui à exposição "Einstein", no Museu Histórico Nacional (MHN). Talvez porcausa do feriado, o número de visitantes estava bastante grande, então tivemos que esperar uns 10 minutos na fila para chegar na recepção do museu. A entrada foi tranquila, até demais. Minha namorada estava inscrita pra palestra voltada para professores (ela é professora de Física), o que dava a ela o direito de entrada franca. O legal é que, de tabela, também recebi uma pulseirinha laranja de gratuidade. Para não ficar com peso na consciência, resolvi assistir a palestra também, já que seria dada por uma amiga que se formou com a gente na Uerj.

    Tive a boa surpresa de não haver palestra (palestras me dão muito, muito sono), pois como era feriado, o museu estava com o auditório fechado, sem ninguém disponível para abrí-lo, o que é uma falha. Tivemos então uma visita guiada pela exposição. Em geral, gostei bastante da forma da exposição, o material estava bem escrito e era bastante rico, contando com cópias de documentos originais, páginas de caderno do Einstein, principais idéias sobre seus trabalhos etc etc. Como em toda exposição/discussão sobre o ano "miraculoso" (se não me engano, isso é um erro de tradução, tenho que pesquisar denovo), achei como sempre o trabalho sobre movimento browniano não tão destacado quanto os outros trabalhos de 1905. Isso é curioso, já que esse foi o trabalho que, sem dúvida, abriu portas para o maior número de aplicações em áreas tanto dentro quanto fora da Física, pois ajudou a inaugurar um novo ramo da ciência, o dos processos estocásticos. Acontece que os trabalhos sobre Relatividade Restrita e Geral têm um apelo popular extremamente maior, entendo.


    Foto: Priscila, sempre muito atenta, riscando coisas que julgava não pertinentes na exposição.




    Foto: Priscila, Einstein, sua língua e Letícia, nossa amiga do observatório do Valongo que guiou a visita para o grupo de educadores



    A parte interativa da exposição estava muito muito legal. Muito bem bolada aquela mesa que simbolizava o comportamento de um objeto se deslocando próximo a um buraco negro. Tinha uma outra mesa também, que permitia ao usuário criar um buraco negro numa tela ao tocá-la e observar o comportamento da matéria próxima a sua criação. Caso ainda vá visitar a exposição, não deixe de ver também a parte interativa sobre o efeito fotoelétrico.

                                         

    Ficou faltando eu ver o vídeo 3D lá embaixo perto da sala dos experimentos didáticos, pois já estava com muita fome. A única coisa ruim da exposição, não é relacionada à exposição em si. Como falei no início, a visitação estava realmente muito cheia e o deslocamento era incômodo, o que atrapalhou um pouco. Além disso, haviam professores de ensino médio guiando suas respectivas turmas e promovendo discussões dentro da exposição, o que não acho adequado, pois a coisa ficou muito barulhenta. O MHN conta com espaços amplos e externos que poderiam ser utilizados para tal fim...

    A exposição fica no MHN até domingo no Rio, então corra!

    Até a próxima!

    quinta-feira, 3 de junho de 2010

    Ciência como crença?

    Se, já a séculos,  é impossível para um físico dominar todo o desenvolvimento da Física, o que temos a dizer da interação de  uma pessoa comum, não-especialista, com a ciência em geral? A Física hoje em dia exige uma especialização cada vez maior, pois para estar pesquisando na fronteira do conhecimento, técnicas cada vez mais particulares e rebuscadas são necessárias, o que cria uma evidente "segregação" dentro da Física (e de outras ciências também!), impensável nos seus primórdios.

    Há algum tempo atrás, o número de físicos que tinham contribuições em múltiplas áreas da Física (vide Gauss, Einstein etc) era bastante superior ao número de hoje, que tende a zero. Raríssimas são as exceções. Atualmente o conhecimento produzido e acumulado é 
    absurdamente grande, e para se produzir algo relevante, a especialização é quase uma lei no mundo acadêmico. Se acompanhar e ler os resumos dos arXiv já é bastante complicado e toma bastante tempo, imagine dominar as tecnicidades de cada área... É impensável, definitivamente.

     Agora mudemos nosso referencial para a "pessoa comum"  citada acima. O que os cientistas "aconselhamos" às pessoas? Que elas devem possuir senso crítico, 
    questionar as coisas que até elas chegam, debater, confrontar idéias, procurar  entender e aprender como as coisas ao seu redor funcionam etc etc. Já perceberam a enrascada? Há um gap crescente entre o conhecimento científico de uma pessoa comum (que em média são praticamente analfabetas científicas) e o conhecimento científico produzido e, eventualmente, transformado em alguma espécie de tecnologia (veja que deixo de lado do raciocínio o conhecimento científico que a priori não gera algo "que se possa vender", e que portanto não chega à população em geral). Tomemos como exemplo a televisão. Entre a descoberta dos raios catódicos (1829) até a invenção da TV decorreram-se cerca de 98 anos. Da descoberta dos raios catódicos até hoje, 181 anos. Pegue aleatoriamente 10 pessoas na rua e pergunte-as como funciona uma TV CRT. Quantas acertam? Pois é... O resultado com um simples rádio ou o motor de combustão interna de um carro (cujos primeiros esboços vieram de Al-Jazira, Mesopotâmia em  1206) também é lamentável. Agora imagine o desempenho dessas pessoas quando o assunto é, por exemplo, a supercondutividade ou superfluidez.

    Pegue um Astrônomo e peça-o para descrever matematicamente (porque essa é a linguagem na qual se expressa a Física) um 
    condensado chiral. Ok, ele sabe que toda a cromodinâmica quântica  (QCD) foi construída tendo como alicerce o método científico. Mas ele sabe construir passo a passo a QCD e demonstrar sua validade experimental? É mais provável que ele diga que essa não é a área de atuação dele, e portanto não cabe a ele possuir tal conhecimento. Mas certamente ele afirmará veementemente que a QCD é uma teoria corroborada experimentalmente e que foi construída por cientistas de peso etc etc. Como ele pode estar tão certo disso?

    O que quero dizer é que é praticamente impossível por em prática o que os cientistas pregamos. Na minha opinião, a ciência contemporânea à medida que avança tende ao patamar de 
    crença, em um primeiro momento para as pessoas comuns, sem treinamento científico e, em um segundo momento, para os próprios cientistas não especialistas daquela determinada área. Uma autoridade fala (o especialista, no caso), e você acredita, acata. Na verdade, a maioria das pessoas nem contato com o especialista tem. Isso é raríssimo. Possuem apenas os meios de comunicação de massa como intermediário entre a produção científica e o seu cotidiano. Nesse processo são geradas distorções grotescas do conteúdo científico original o qual se pretendia transmitir, mas isso é assunto prum outro post.

    Deixo claro aqui que em hipótese alguma estou igualando a "
    crença" científica à crença religiosa. As religiões se baseiam em absolutamente nada para criar e propagar suas crenças, ao contrário da ciência, que tem como base o bom e velho (e já citado) método científico. A religião narra o mundo como as pessoas gostariam que ele fosse, a ciência tenta narrar como a natureza se impõe a nós. Acho que o efeito "coarse-grained" da ciência contemporânea emerge como mais um elemento no sistema de crenças da sociedade em geral, e isso está extremamente visível atualmente com essa hype em torno do LHC. Todo mundo aprende um monte de palavrinhas novas legais, as repetem por aí, memorizam umas frases de efeito que soam bem e que impressionam desavisados etc etc... Mas e aí? Será que essas pessoas sabem realmente o que estão falando ou apenas acreditam? Talvez caiba uma generalização para a célebre terceira lei de Arthur C. Clark:
    "Qualquer desenvolvimento  científico, que nem precisa ser tão avançado, é em geral indistinto de magia".

    Ps.: Não linkei nada do post, porque, como diria Jaiminho, quero evitar a fadiga.



    Até a próxima!

    H1N1 e vacinação - vol. 2

    A VACINA CONTRA O VÍRUS H1N1 NÃO CONTÉM O VÍRUS DA AIDS!!

    Esse post é, de certa forma, uma continuação do post do Leandro, na tentativa de pacificar os coraçõezinhos nervososo dos adoradores de Teoria de Conspiração.
    A questão é simples, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) descobriu que o teste padrão no Brasil pra descobrir se uma pessoa tem AIDS - o ELISA (Enzyme-Linked Immuno Sorbent Assay) - está indicando que as pessoas que tomaram a vacina contra o vírus H1N1 estão com AIDS. Isso acontece porque a vacina contra o H1N1 aumenta a produção do anticorpo IgM (Imunoglobina M) e o ELISA - que é um teste muito sensível mas com pouca especificidade - encara isso como um indício da existência do vírus da AIDS. Mas isso não implica em a pessoa ter o vírus da AIDS, é apenas uma detecção errônea do teste, isso também é conhecido como falso-positivo. Acontecendo essa detecção, naturalmente a pessoa passa por uma contra-prova, para confirmar se há ou não o vírus da AIDS instalado.
    Novamente, esse é apenas um erro de detecção. É como se a gente estivesse usando um óculos sujo. Isso não implica nas coisas estarem sujas, é simplesmente um problema com os seus óculos!
    Bem, era só isso que tinha pra falar. Espero que não precisemos fazer um vol. 3 desse post... :D

    sexta-feira, 28 de maio de 2010

    H1N1 e vacinação



    Só a pouco tempo assisti um vídeo de uma suposta ex-ministra da saúde da Finlândia onde ela discorre sobre a ligação entre a imunização via vacina contra o vírus H1N1 (a famosa gripe suína) e a tentativa por parte dos governos mundiais/ indústrias farmacêuticas de reduzir a população mundial. Ok, mais uma teoria de conspiração. É impressionante como as pessoas em geral temos uma certa queda por esse tipo de coisa que, sem dúvida, é algo (em geral) que soa impactante e muito bem construído, no sentido de que é difícil de ser falseada (quando na verdade o ônus da prova deveria recair sobre quem afirma algo!). Parece que as pessoas têm uma tendência natural a acreditar que estão sendo "passadas pra trás", que são vítimas de um sistema que está totalmente fora do seu raio de ação e do seu controle. Muito cômodo, não? Aqui embaixo está o link para o famoso vídeo (com legendas em português):



    Tudo bem, todos sabem que a indústria farmacêutica não é santa e, como qualquer outra instituição capitalista, vive de forma a maximizar seus lucros. A questão é como provar (ou refutar) todos os outros pontos levantados. Como isso é bastante trabalhoso, vamos para o lado fácil da força, checar a fonte! Quem será essa senhora simpática e de bom discurso? Uma rápida busca no google mostra quem é Rauni-Leena Luukanen-Kilde:


    "Rauni-Leena Luukanen-Kilde (born 15 November 1939 in Värtsilä, now in the Republic of Karelia) was a provincial chief medical officer inFinnish Lapland Province with a doctorate in medicine from 1975 until a car accident in 1986, which took away her ability to continue her work and career. Received medical doctor degree in 1967 from Univ. of Turku, Finland. She is also the author of many books about UFOs, alien abductions, mind control and other topics, which have been published in 6 different languages inside and outside of Finland. She has spoken openly about the hiding of the UFO evidence and other conspiracy theories like mind controlling."
    Em outro trecho:
    "According to Kilde, "brain electrodes were inserted into the skulls of babies in 1946 without the knowledge of their parents," electrical implants were used in the 1950s, and, two decades later, The first brain implants were surgically inserted in 1974 in... Ohio"."
    "[...] Such technology can also be used to "zombify" individuals, Kilde states, so as to make them act against their own conscience and values. She says that such manipulation has been used in the United States to transform unsuspecting individuals into assassins who have no knowledge or memory of having committed murder, and "the latest supercomputers are powerful enough to monitor the whole world’s population," so no one is immune to microchip mind control operations."
    Agora, ela falando sobre seus contatos alienígenas:

    "Kilde is the author of another article, "My 100 Encounters with Space Aliens," in which she claims that extraterrestrials have saved her life three times. An alien administered first aid to her after she was involved in an automobile accident, she says. The treatment saved her damaged liver from hemorrhaging and saved her life. In a second accident, she fell off a motorbike that she was driving. The bike almost landed on her, but it was deflected by a force field, she says. In the third incident, a force field deflected an elk that had jumped onto the road in front of her car." 

    (Trechos retirados da Wikipedia)

    Vivemos numa época privilagiada onde as informações estão bem mais acessíveis do que a tempos atrás.   Evidentemente, essa facilidade de disseminação de informação não vem com um filtro de qualidade embutido... Qualquer um faz e divulga o que bem entender, cabe a você desenvolver um senso crítico que permita o julgamento das informações que chegam até você.

    Até a próxima!